Posts de Setembro, 2007

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Identificação

Setembro 28, 2007

Parece até que foi eu que escrevi:

 ”Nunca tive recepções barulhentas no aeroporto ao voltar de uma viagem longa. E como fico feliz por não ter essa lembrança. Acho que o constrangimento seria maior que a felicidade de ver todo mundo ali, com peruca, apito, faixa e gritos. Gosto do amor dito baixinho, ao lado, no pé do ouvido, só pra mim, bem de perto. Acredito nas sutilezas e nos detalhes. Eles me encantam e me convencem mais. E ainda deixam um gosto de segredo e cumplicidade, que só eu e você sabemos. Em alguns casos, é bem melhor não ter mais 15 anos.”

Leia o texto completo aqui.

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Doce, doce, doce, a vida é um doce…

Setembro 27, 2007

Para criança tudo é festa, correr atrás de saquinhos cheios de guloseimas e, se der sorte, alguns brinquedinhos como a famosa bola de leite e os bambolês. Passar o dia inteiro na rua, com várias outras crianças e a cada saquinho novo, um sorriso maior no rosto.

Para a mãe é quase uma obrigação levar o filho à rua e acompanhá-lo, apesar de ser possível ver muitas crianças sozinhas correndo entre os carros, sem a noção do perigo. Mas o incrível é observar mães com crianças de colo, praticamente recém nascidas, correndo atrás de doces. Pergunto-me: crianças recém nascidas podem comer doces?!

Ok, ok. Deixo ela pegar os doces para sei-lá-quem-seja. Agora, gritar, brigar e bater? O que deveria ser uma “comemoração” ao dia de São Cosme e São Damião, além de uma grande diversão para as crianças, se torna um verdadeiro campo de batalha, cada uma com suas armas: o grito mais alto, aquela que corre mais, a mineirinha que só pega doces na encolha e não conta para ninguém… Enfim, a diversão se traduz a baixaria.

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Segunda-feira

Setembro 17, 2007

 

As 9 horas da manhã de uma segunda-feira remota, só tenho uma coisa a dizer: assistam Tropa de Elite. E digo mais, vale a pena pagar para ver no cinema por mais que todo mundo já tenha visto em casa.

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A novela pode afetar a credibilidade dos fundos de pensão?

Setembro 15, 2007

Paulo César Chagas
11/09/2007  – Valor Online

As brigas e tramóias de Olavo (Wagner Moura) e Taís (Alessandra Negrini) versus Daniel (Fábio Assunção) e Paula (Alessandra Negrini) – Taís e Paula são gêmeas -, além de afetar o Grupo Cavalcante, tem respingado nos fundos de pensão brasileiros. A novela Paraíso
Tropical exibida pela TV Globo tem como um de seus núcleos a trama entre Olavo e Daniel, onde o primeiro tenta de todas as formas galgar o primeiro escalão do grupo, ocupado pelo segundo.

Na busca incessante pelo poder, Olavo arquitetou e concretizou a transferência de parte dos recursos financeiros do fundo de pensão criado pelo Grupo Cavalcante para uma conta no exterior, cujo titular é o Daniel. A transferência de recursos de empresa para pessoa física
no exterior não é nenhuma novidade, seja em nossos telejornais, seja em nossas telenovelas.

Na vida real, no entanto, Olavo teria sucesso nesta tramóia? Conseguiria transferir recursos financeiros de um fundo de pensão brasileiro para uma pessoa física no exterior? A resposta é não.

O entendimento desta afirmativa passa por algumas explicações relativas à estruturação da informação contábil dos fundos de pensão. Também é necessário abordar a importância da qualidade e veracidade das informações disponibilizadas aos participantes dessas entidades.
A qualidade da informação contábil nasce no desenho organizacional do Ministério da Previdência Social (MPS), onde o Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC), órgão legislador do segmento de fundos de pensão, tem em seu colegiado, presidido pelo ministro da Previdência, integrantes da esfera pública e privada, onde se destacaria o assento destinado a Associação Brasileira das Entidades de Previdência Privada (Abrapp). Ainda olhando a estrutura organizacional do MPS, percebe-se a existência da Secretaria de
Previdência Complementar (SPC), órgão fiscalizador do segmento.

O desenho organizacional dos fundos também exige obediência a conceitos de governança corporativa, risco operacional, conselho fiscal, “compliance”, risco de crédito, risco de mercado, planejamento de investimento, planejamento atuarial, entre outros fatores.

Na ficção escrita por Gilberto Braga, Daniel, após examinar os relatórios financeiros de seu fundo de pensão, confirma o desfalque e é informado pelo advogado do Grupo Cavalcante da possibilidade de ser punido pela fraude. Esta cena nos permite alegar por hipótese que Daniel é o responsável máximo pelo fundo de pensão e o que acontece é função direta de sua gestão, de sua vontade.

Na vida real dessas entidades, no entanto, esta cena teria dificuldade de ser filmada. Primeiro pela concepção do conceito de patrimônio dos fundos de pensão, isto é, o “dinheiro” pertencente ao fundo de pensão não guarda qualquer vinculo com o patrimônio da empresa patrocinadora – no caso, o Grupo Cavalcante – e sim com os empregados desta empresa empregadora.

Entretanto, cabe examinar outro fator que também vem demonstrar as diferenças entre a vida real daquela proposta pelo autor da novela. Na vida real, os fundos de pensão têm, por força de lei, uma estrutura organizacional que permite a participação tanto do patrocinador como do participante na gestão estratégica da entidade, inviabilizando, portanto, que a informação da fraude chegasse em primeira mão ao presidente do Grupo Cavalcante e não ao Conselho Deliberativo do fundo.

À luz da legislação vigente, o Conselho Deliberativo é o órgão máximo de um fundo de pensão, e caberá a este órgão definir, registrar e enviar ao órgão fiscalizador e a seus participantes a estratégia e aderência ao planejado, com os recursos financeiros para um período máximo de 12 meses. Ou seja, mesmo considerando que o Daniel fosse o diretor-presidente do fundo de pensão, seus atos estariam limitados à estratégia proposta pelo Conselho Deliberativo.

Como na vida real, os recursos financeiros de uma entidade fechada de previdência complementar são aplicados no mercado financeiro, renda fixa, variável, etc. Por força legal, esses recursos estariam custodiados em um agente credenciado pelo mercado. O ato de transformar ativos financeiros em espécie, por si só, afetaria o planejamento, acendendo, portanto, para todo o primeiro escalão do fundo uma luz, no mínimo amarela, de que não existe aderência entre o planejado e o realizado.

A qualidade da estrutura de informação contábil do segmento fechado de previdência complementar brasileiro não se esgota com estes exemplos. Na verdade, a preocupação foi de demonstrar que, como brasileiros, somos proprietários de um dos sistemas de previdência complementar mais seguro e transparente do mundo.
Paulo César Chagas é professor de Contabilidade de Previdência Complementar da Universidade Católica de Brasíli.

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36 horas por dia

Setembro 1, 2007

Todo blogueiro que se prese tem (pelo menos) um post sobre tempo, ou melhor, sobre a falta dele. É mais do que normal que para pessoas que não trabalham com produção de texto ou lendo muitos tenham certa dificuldade com a atualização do blog.

Inclusive, pergunto-me por que eu, mera estudante na área de Ciências Exatas e que trabalha analisando números, tenho um blog. Gosto de escrever, mas não é todo dia que estou com tempo e paciência para tal (inspiração também me falta, às vezes).

Adoro a correria do dia-a-dia e essa falta de tempo, sinto-me útil e com mais disposição para enfrentar o próximo dia. Só tem um problema nisso tudo: onde arrumar um tempinho para pensar em algo útil (ou não) para atualizar isso.

Quando vou dormir é que mil ideias e pensamentos surgem na minha cabeça, mas sempre fico com preguiça de levantar e acender a luz para escrever, ou então de apagá-la depois.

Existe caneta com lanterna?