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O que muda com a reforma da língua portuguesa

Agosto 23, 2007

As novas regras da língua portuguesa devem começar a ser implementadas em 2008. Mudanças incluem fim do trema e devem mudar entre 0,5% e 2% do vocabulário brasileiro. Veja abaixo quais são as mudanças.

HÍFEN

Não se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em “antirreligioso”, “antissemita”, “contrarregra”, “infrassom”. Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, “hiper-”, “inter-” e “super-”- como em “hiper-requintado”, “inter-resistente” e “super-revista”
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: “extraescolar”, “aeroespacial”, “autoestrada”

TREMA
Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados

ACENTO DIFERENCIAL
Não se usará mais para diferenciar:
1. “pára” (flexão do verbo parar) de “para” (preposição)
2. “péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o artigo)
3. “pólo” (substantivo) de “polo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”)
4. “pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo) e “pelo” (combinação da preposição com o artigo)
5. “pêra” (substantivo – fruta), “péra” (substantivo arcaico – pedra) e “pera” (preposição arcaica)

ALFABETO
Passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras “k”, “w” e “y”

ACENTO CIRCUNFLEXO
Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados. A grafia correta será “creem”, “deem”, “leem” e “veem”
2. em palavras terminados em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo” -que se tornam “enjoo” e “voo”

ACENTO AGUDO
Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”
2. nas palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: “feiúra” e “baiúca” passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca”
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”. Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem

GRAFIA
No português lusitano:
1. desaparecerão o “c” e o “p” de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como “acção”, “acto”, “adopção”, “óptimo” -que se tornam “ação”, “ato”, “adoção” e “ótimo”
2. será eliminado o “h” de palavras como “herva” e “húmido”, que serão grafadas como no Brasil -”erva” e “úmido”.

Fonte: Folha Online 

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E o Pan?

Agosto 3, 2007

 

É, acabou.

Tudo aquilo que se tornou assunto de várias “rodinhas” durante uns 2 anos, acabou. E passou tão rápido.

Apesar de estar pertinho aqui no Rio, não fui assisti a nenhuma modalidade. Uma pena. Até porque o Brasil teve várias conquistas e com certeza, onde tinha brasileiro, tinha alegria.

O momento tal na minha singela opinião foi o “oi” da galera ao escutar o mexicano Mario Vázquez Raña (presidente do Comitê Executivo da ODEPA) falar seu famoso “Hoy” (hoy – hoje em espanhol). Muito engraçado.

Além, claro, do Lula não falar na abertura. Caso que nem comento porque política geralmente causa muita polêmica.

Mas, para quem não sabe os Jogos Parapan-americanos Rio 2007 terá sua terceira edição e “a primeira que ocorre nos moldes das Paraolimpíadas: nas mesmas instalações de sua vertente olímpica e imediatamente após os jogos convencionais.” Serão realizados de 12 a 19 de agosto.

Acho muito importante que toda a mobilização tanto das autoridades quanto das pessoas que ocorreu durante os Jogos Pan-americanos também ocorra para esses. São tão importantes quanto.

No site dos Jogos Pan-Americanos Rio 2007 possui várias informações sobre o evento que, com certeza, eu não perderei.

 

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Sonho brasileiro?

Junho 22, 2007

Uma das maiores preocupações de jovens como eu, de classe média, sendo ela alta, média ou baixa, é ser incorporado no mercado de trabalho. Agora eu pergunto : “E se depois de formado e pós-formado, estiver desempregado?”. Não há solução muito lógica para entender como diplomados chegam a concursarem postos públicos como garis para tentarem sobreviver na econômia pífia nacional. É tanto medo da nossa classe que muitos já alegam querer abandonar o país por falta de perspectivas.

Eu, por exemplo, sou um deles. Receio que o mercado nacional estará cada vez mais escasso e os salários cada vez mais ridículos. Qual a solução? Sair do país para ganhar a vida fora. E muitos outros da minha idade e classe social dividem essa mesma opinião. Temos patriotismo fraco ou nulo, dependendo boa parte das vezes do dinheiro dos pais e cursando uma faculdade já anseando pra o seu diploma ser preparado. Muitos de nós começamos a nos acomodar e depois quando saímos da universidade, o mundo é cruel e emprego que é bom, não há.

Não pertencemos ao Brasil. E muitos de nós nem sequer temos essa responsabilidade social e econômica com esse país. Política? Nossas cabeças continuam tão vazias de política quanto há 20 anos atrás. Há uma inércia fortíssima e anestesia geral da classe média. Somos nós que damos esmola pro mendigo que na outra esquina ele pode nos assaltar.

“Verás que o filho teu não foge á luta” é um dos exertos do nosso hino nacional. Francamente, nem mesmo aqueles que tem educação de alto nível nesse país acredita que, se um dia tivermos uma guerra haverá realmente “voluntários” para lutar pela nossa pátria. Acho ainda mais difícil alguem com esse mesmo nível cultural compreender e aceitar com seriedade o que o nosso hino tem a dizer.